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Mensagem Dr. Draurio Barreira a respeito do PPD - DEVIT/SVS/Ministério da Saúde PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qui, 21 de Maio de 2015 22:27

Prezados colegas da REDE-TB,

 

Conforme ofício circular enviado aos estados em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde distribuiu 10 mil frascos-ampola de PPD à rede SUS. Além disso, assinou no dia 19 de maio de 2015 contrato com o fornecedor do PPD para o recebimento de mais 10 mil frascos-ampola até julho e outros 25 mil até dezembro deste ano.

 

Assim, pedimos a divulgação dessa informação, como contraponto à matéria divulgada, uma vez que o país não ficou mais de ano sem conseguir comprar o teste”. Mesmo com a crise global de fornecimento do PPD, o Ministério da Saúde vem negociando junto ao fornecedor e ao laboratório produtor a normalização das aquisições do teste. O objetivo é conseguir 100.000 frascos-ampola para 2016. Além disso, o Ministério está em contato com alguns laboratórios nacionais e pesquisadores interessados na fabricação do PPD e também na incorporação do IGRA na tabela SUS. No entanto, ainda que as negociações viabilizem a produção nacional, esta é uma alternativa que traria uma solução de médio a longo prazo, não solucionando a crise pela qual o Brasil e os demais países que adotam o diagnóstico da infecção latente pela tuberculose atravessam desde o ano passado.

 

Atenciosamente,

 

Draurio Barreira

Coordenador Geral

Programa Nacional de Controle da Tuberculose

DEVIT/SVS/Ministério da Saúde

SCS - Quadra 4 - Bloco A - Edif. Principal - 1º Andar

Brasilia – DF CEP 70304-000

Tel: 55 61 3213-8234

Fax: 55 61 3213-8215

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Entrevista Dr. Julio Croda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qui, 21 de Maio de 2015 01:05

Brasil está há mais de um ano sem conseguir comprar testes para diagnosticar tuberculose latente

Publicação: 11 de maio de 2015

Empresa deixou de fabricar o produto em junho de 2014. Especialista aponta que o País tem tecnologia para produzir o insumo e até mesmo exportá-lo

Em abril, Dr. Croda representou a SBMT em reunião da Rede TB, que busca junta a OMS construir uma agenda de pesquisa nacional que seja modelo para o resto do mundo

Em abril, Dr. Croda representou a SBMT em reunião da  Rede TB, que busca junta a OMS construir uma agenda de pesquisa nacional que seja modelo para o resto do mundo

O Brasil está no 17º lugar no ranking de países com maior carga da doença. Com a incidência de 33,4 por 100 mil habitantes e de mortes de 2,3 por 100 mil habitantes, o País tem o desafio de reduzir, até 2035, o coeficiente de incidência da enfermidade em 90% e, de óbitos, em 95%. Para atingir esses objetivos é preciso aperfeiçoar principalmente os métodos preventivos. Um dos testes que pode auxiliar nessa tarefa, no entanto, já não é comprado pelo governo brasileiro há mais de um ano e até hoje não uma alternativa para obter o insumo.

Trata-se do teste tuberculínico, também chamado de PPD (derivado de proteína purificada, na sigla em inglês), usado para diagnosticar tuberculose latente – a forma assintomática da doença. Quando o exame acusa positivo para a forma assintomática, o paciente inicia um tratamento preventivo da tuberculose, com apenas um medicamento. Quando a enfermidade é ativa, é tratada com um coquetel de remédios.

Em populações especiais como indígenas, crianças e principalmente pessoas vivendo com HIV/AIDS, é necessário iniciar um tratamento preventivo para evitar que a doença se desenvolva para a forma ativa. O PPD faz o diagnóstico da tuberculose latente e nessas populações especiais recomenda o inicio do tratamento.

O governo brasileiro fazia a encomenda de uma nova remessa de kits para o período de 2014/15, no primeiro semestre do ano passado, quando foi avisado que o laboratório produtor, na Dinamarca, havia sido vendido e interrompeu a produção.

“Já estamos no meio do ano de 2015 e não temos uma perspectiva de resolução desse problema. Acho que é importante tentar viabilizar uma resolução o mais rápido possível para que tenhamos algum teste de diagnóstico de tuberculose latente”, disse o infectologista Julio Croda.

Segundo o ofício circular nº 25 do Ministério da Saúde (MS), de junho do ano passado, as negociações para a compra do teste foram iniciadas em setembro de 2013. No entanto, após renegociações de preço, somente no meio do ano passado foi possível concluir o processo de aquisição dos kits, mas a negociação não chegou a ser concluída.

Em novembro do ano passado, a Pasta soltou uma nota informando que o teste de PPD “é um exame complementar aos principais métodos de diagnóstico laboratorial da doença, que são baciloscopia, exames clínicos e de raio X”. Ainda de acordo com o Órgão, o Brasil já oferece o teste rápido de tuberculose, sendo um dos primeiros do mundo a implementar este método de diagnóstico. Lembrou, ainda, que a falta do PPD é mundial.

Segundo o Dr. Croda, é fundamental que haja testes específicos como o PPD para a descoberta preventiva de tuberculose latente. Ele afirma que há alternativas como o Igra, já adotado nos Estados Unidos. No entanto, esse tipo de exame é mais caro e necessita de alguma estrutura laboratorial.

“O Brasil dispõe de institutos, como a Fiocruz e o Butantan que dispõem de tecnologia e capacidade para produzir este insumo nacionalmente, capaz de atender a demanda interna e, até mesmo, a externa. O País pode assumir um papel de liderança para suprir essa carência: fabricar o PPD e disponibilizá-lo ao resto do mundo”, explicou o Dr. Croda.

Workshop

Em abril, o Dr. Julio Croda foi o representante da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) na reunião da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede TB), que busca junta a Organização Mundial da Saúde (OMS) construir uma agenda de pesquisa nacional que seja modelo para o resto do mundo. “Durante o encontro, foram criados grupos específicos para começar a redigir uma proposta de trabalho. Foi uma primeira reunião para criar uma agenda comum de pesquisa em tuberculose a ser exemplo para o mundo, de como a pesquisa e a inovação podem trazer impactos na redução da mortalidade e da incidência de tuberculose”, disse o infectologista. O grupo foi formado 2001 com cerca de 300 pesquisadores de 60 instituições brasileiras.

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Reunião da REDE BRASILEIRA DE PESQUISA EM TUBERCULOSE PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qui, 07 de Maio de 2015 00:26

Palestras apresentadas na Reunião da REDE TB

dentro do ICOHRTA SYMPOSIUM,

oferecido pelo programa ICOHRTA AIDS/TB,

no período de 28 a 30 de abril de 2015,

no Hotel Flórida, Rio de Janeiro-RJ.

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